segunda-feira, 18 de julho de 2016

A Culpa Não Foi Minha!

  Há textos tão difíceis de começar que um parvo como o que sou tem que começar pelo quão difícil é escrever sobre ti. Não por não haver nada para dizer e certamente não pelo que tenho a dizer ser pouco. Juro que não.
  A dificuldade encontro-a no facto mais simples do mundo: gosto de ti! Algo tão simples de se dizer e tão complicado de se explicar para alguém como eu, que caiu no erro de escrever com o coração. Segundo cérebro mais parvo e com a mania dos devaneios que o meu não poderia haver
  O facto é esse, bonequinha: ele gostou de ti e não há volta a dar-lhe. Juro que não fui eu! A culpa não foi minha! A culpa foi dos meus olhos, que desde o início optaram por não te ignorar. A culpa foi dos meus ouvidos, que acharam por bem encantar-se com o som da tua voz. A culpa foi do meu nariz, que ganhou o vício do teu cheiro, das minhas mãos, que se apaixonaram pelo toque suave do teu cabelo. A culpa foi dos meus lábios, que sempre se recusaram a abandonar os teus.
  A culpa foi do teu sorriso, que se rasgou de orelha a orelha sempre desde que me viste. A culpa foi do teu olhar doce e das tuas caras de cachorrinha zangada. A culpa foi do teu abraço, que nunca me quis deixar partir.
  No meio disso tudo... apaixonei-me. O meu coração fechou ao público e antes que o conseguisse controlar obrigou a minha boca a dizer a palavra proibida. "Amo-te". Mas podemos culpar-me por isso? Não. A culpa não foi minha!

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